Iaçuense vence ultramaratona que ninguém terminava havia 2 anos

maior_1Joílson da Silva Ferreira, o Jabá, é um corredor movido a desafios. Em seu currículo esportivo, figuram provas como a Ultramaratona Brasil 135, considerada a mais difícil do país, a Arrowhead, com 217 km na neve de Minnesota, e a Badwater, que obriga o atleta a correr sob temperaturas superiores a 45 graus em um local cujo nome pode ser relacionado ao cansaço, o Vale da Morte, um parque nacional na Califórnia. Nesta segunda-feira, este professor de educação física de 45 anos começa uma das jornadas mais extenuantes de sua vida, a Iditasport Alaska, uma ultramaratona no Alasca em que terá que rodar 320 km em até 120 horas.
Além de ter que percorrer uma média de 64 km por dia, Jabá terá pela frente o que ele mesmo classifica como “ambiente hostil”. Neve por todos os lados e termômetros que podem marcar até -60ºC são apenas alguns dos fatores que assustam, já que a região é marcada pela presença de ursos polares. Nas duas últimas edições da Iditasport, não houve um concluinte sequer.
Jabá terá que se virar sozinho na neve durante os cinco dias de prova no Alasca. Caso tenha um eventual problema, o resgate pode demorar até dois dias para aparecer. A solidão, o frio e os ursos polares, entretanto, não foram capazes de tirar o sono deste baiano nascido no distrito de João Amaro, em Iaçu e morador de Piracicaba, no interior paulista, desde 1993.
“Eu curto muito os desafios da natureza. Por ter baixas temperaturas, ambiente hostil e a presença de animais, a Iditasport te causa um impacto, te desafia muito mais”, disse. “O que pega mais é passar as noites correndo sozinho. É uma prova muito solitária. A cabeça tem que estar controlada. Tem que estar de bem com a mente.”
Por tudo que a cerca, a Iditasport não é um território para corredores inexperientes. É preciso ter índice em ultramaratonas conhecidas para garantir inscrição para o desafio no Alasca – comprovação que Jabá teve ao participar da Aerohead, na neve de Minnesota.
Para se aclimatar às condições extremas da ultramaratona no Alasca, Jabá desembarcou nos Estados Unidos no último dia 6. Sua primeira parada foi no estado de Minnesota, onde permaneceu por uma semana. Depois, seguiu para a cidade de Wasilla, no Alasca. Os últimos 13 dias serviram para que ele se adaptasse às roupas de neve – há um cuidado especial para não transpirar excessivamente, já que o suor congela rapidamente – e à parte respiratória.
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